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Psicologia · ABA

Psicoterapia infantil e intervenção comportamental com metodologia ABA, do primeiro pedido à vida em grupo.

Terapeuta e criança em atividade estruturada sobre a mesa

Se você chegou até aqui depois de uma consulta em que ouviu falar de ABA pela primeira vez, vale começar pelo nome: ABA é a sigla de análise do comportamento aplicada, e nada por aqui começa pela criança, mas por uma conversa com os responsáveis. Na Espectro Kids, a Psicologia acompanha a criança em duas frentes que se somam: o cuidado com o que ela sente e o ensino, passo a passo, das habilidades que ainda não estão ao alcance dela. O ponto de partida é sempre a criança que está na nossa frente, não um roteiro pronto.

O que é Psicologia com metodologia ABA

Nesta clínica, a Psicologia infantil se ocupa tanto do que a criança faz quanto do que ela sente. Boa parte do atendimento acontece pelo brincar, porque é brincando que ela mostra o que ainda não consegue colocar em palavras. O psicólogo observa como a criança reage à espera, à frustração, à mudança de rotina e à presença de outras crianças. Dessa leitura saem os objetivos de trabalho, construídos junto com a família e não sobre ela.

A análise do comportamento aplicada estuda a relação entre o comportamento e o ambiente em que ele acontece. Em linguagem simples: antes de tentar mudar uma reação da criança, investigamos o que costuma acontecer imediatamente antes dela e o que a criança consegue obter depois. Esse trabalho de investigação se chama análise funcional, e é ele que explica, por exemplo, por que o mesmo grito aparece todo dia no mesmo horário. Com essa informação em mãos, a habilidade que está faltando é ensinada em pequenos passos, com bastante apoio no início e retirada gradual desse apoio.

Uma palavra sobre o alcance desse trabalho. O que se amplia aqui é o repertório da criança, isto é, as formas que ela tem de pedir, de se organizar, de reclamar e de participar do que acontece ao seu redor. O autismo não se cura, e não é isso que buscamos: o que se faz é acompanhar o desenvolvimento, com objetivos revistos conforme a criança cresce e conforme as exigências da vida dela mudam. Ela continua sendo quem é, com mais recursos à disposição.

Sinais de atenção

Motivos para procurar uma avaliação em Psicologia

Nada do que está listado abaixo é diagnóstico, e nenhuma lista na internet substitui a avaliação de um profissional. São situações concretas do dia a dia que justificam marcar uma conversa e investigar com calma.

  • A criança quer algo, não consegue pedir e a cena termina em choro intenso ou grito
  • Crises longas em momentos previsíveis, como a saída da escola, o banho ou o fim do passeio
  • Ela se machuca quando se frustra, batendo a cabeça, se mordendo ou se arranhando
  • Bate, empurra ou arranha outras crianças e adultos quando é contrariada, e isso vem se repetindo
  • Qualquer alteração na rotina, mesmo pequena, desorganiza o restante do dia
  • Fica sozinha no recreio, observa as outras crianças brincando, mas não sabe como entrar
  • Depende do adulto em tarefas que a idade dela já permitiria fazer com pouca ajuda
  • Medos intensos, choro na separação dos pais ou irritação constante que já atrapalham a rotina

Esta lista não é um diagnóstico e não substitui avaliação profissional. Cada criança tem o seu ritmo — quem responde se há algo a acompanhar é a avaliação, não a internet.

Na prática

O que trabalhamos

Comunicação funcional

Garantir que a criança tenha um jeito eficiente de pedir, recusar, chamar e escolher, usando o recurso que funciona para ela hoje: fala, gesto, figura ou prancha de comunicação, o que se chama de CAA, comunicação aumentativa e alternativa. Quando esse caminho existe, o choro e o grito deixam de ser a única saída.

Comportamentos que machucam

Autolesão, agressão e destruição são tratadas a partir da análise funcional, que identifica o que aquele comportamento está conseguindo para a criança. Daí em diante, ensinamos uma alternativa segura que alcance o mesmo objetivo, em vez de apenas tentar conter a reação.

Autonomia em passos

Tarefas como vestir-se, escovar os dentes ou organizar o material são divididas em etapas e ensinadas uma por vez, com o apoio do adulto sendo reduzido aos poucos. O avanço se mede por quanta ajuda a criança ainda recebe para concluir a tarefa.

Habilidades sociais

Esperar a vez, entrar numa brincadeira que já começou, revezar e sustentar um jogo com outra criança são habilidades que se ensinam, não apenas se esperam. O treino acontece na sessão e depois é levado para os contextos reais, como a escola e a casa.

Regulação emocional e escuta

Nomear o que sente, tolerar a espera, lidar com medo, ansiedade e mudanças de planos são objetivos comuns, inclusive para crianças sem nenhum diagnóstico de desenvolvimento, que chegam por queixas emocionais. Aqui a psicoterapia oferece um espaço em que a criança pode mostrar o que a incomoda no ritmo dela.

Orientação aos pais

Os responsáveis aprendem o que fazer na hora em que o comportamento acontece, para que a resposta em casa não desmonte o que foi combinado na sessão. A ideia não é transformar o pai ou a mãe em terapeuta do próprio filho, e sim devolver previsibilidade à rotina da família.

Passo a passo

Como o acompanhamento acontece na Espectro Kids

Conversa inicial com os responsáveis

O primeiro encontro é com os adultos, sem pressa e sem a criança precisar ser avaliada ainda. Queremos ouvir o histórico, a rotina da casa, o que mais preocupa hoje e o que a família já tentou. Se houver relatórios de escola, laudos ou pareceres de outros profissionais, eles ajudam e podem ser trazidos.

Avaliação e análise funcional

Em seguida acontecem os encontros de avaliação, boa parte deles pelo brincar, com observação direta e entrevista com a família. O psicólogo mapeia o que a criança já faz sozinha, o que faz com ajuda e o que ainda não está disponível, e investiga a função dos comportamentos que estão incomodando. Descrevemos também como ela está antes de a intervenção começar, o que se chama linha de base, para que a comparação futura seja honesta.

Plano terapêutico individual e devolutiva

Com a avaliação fechada, os objetivos são escritos em ordem de prioridade, cada um com um critério claro de quando podemos considerá-lo alcançado. Esse plano é apresentado aos responsáveis em uma devolutiva, com espaço para discordar, perguntar e ajustar o que não faz sentido para a realidade da família. Como a equipe compartilha o mesmo prontuário eletrônico, fonoaudiologia, terapia ocupacional e as demais áreas envolvidas trabalham a partir das mesmas metas.

Sessões, registro e revisão dos dados

Cada sessão é registrada, com o que foi ensinado, o nível de ajuda oferecido e a resposta da criança. Esses registros são revistos periodicamente e é deles que sai a decisão de avançar, mudar de estratégia ou voltar um passo. A família recebe relatórios de evolução, e a escola também pode receber orientações, para que o que foi ensinado aqui não fique preso à sala de atendimento.

Com que frequência?A frequência das sessões e o tempo de acompanhamento são definidos na avaliação e escritos no plano terapêutico, porque nenhuma das duas coisas se decide antes de conhecer a criança. Duas crianças com o mesmo diagnóstico podem sair daqui com planos bem diferentes, e o plano de uma mesma criança muda ao longo do caminho. Nas revisões periódicas, propomos manter, intensificar ou reduzir o ritmo, e essa decisão é sempre tomada junto com a família.
Quem atende

Profissionais desta área

SS

Suyane Machado de Souza

Psicologia · CRP 19/005670

AG

Alícia Vitoria Coelho Guimarães

Psicologia

Dúvidas frequentes

Sobre psicologia, as famílias perguntam

ABA não é adestrar a criança?

Essa preocupação é legítima e merece ser conversada abertamente. ABA bem aplicada não é treino mecânico e não tem como alvo deixar a criança parecida com as outras. O ensino parte daquilo que já interessa a ela, o vínculo vem antes de qualquer exigência, e a recusa é tratada como informação sobre o que não está funcionando, não como desobediência a ser vencida. Se em algum momento você sentir que a criança está sendo empurrada, esse é um assunto para a devolutiva, e o plano é reavaliado.

Meu filho ainda não fala. A psicologia ajuda mesmo assim?

Sim. Quando a criança ainda não fala, a comunicação é justamente um dos primeiros alvos do plano, e a psicologia entra nas situações em que esse recurso precisa funcionar de verdade: o pedido negado, a espera, a troca de atividade. A produção da fala em si é terreno da fonoaudiologia, e as duas áreas combinam qual meio de comunicação será estimulado, para não puxarem em direções diferentes. O que ficar combinado é levado também para a casa e para a escola, porque nenhum recurso de comunicação se sustenta se as pessoas ao redor não responderem a ele.

Preciso de laudo ou diagnóstico fechado para começar?

Não é preciso ter um laudo em mãos para marcar a avaliação. Muitas famílias chegam aqui justamente na fase da dúvida, com uma suspeita levantada pela escola ou pelo pediatra e nenhuma confirmação. A avaliação em psicologia descreve o que a criança apresenta e orienta os próximos passos, o que pode incluir encaminhamento para neurologia ou psiquiatria quando houver essa indicação. Se o atendimento for pelo convênio, vale confirmar com a nossa equipe quais documentos o seu plano exige para autorizar as sessões.

Em quanto tempo vamos ver mudança?

Não existe prazo honesto para essa resposta, e desconfie de quem oferecer um. O ritmo depende dos objetivos escolhidos, da idade da criança, da consistência do que acontece fora da sessão e do próprio perfil dela. O que podemos garantir é transparência: como cada sessão é registrada, você verá nos relatórios se há progresso, se ele parou ou se o caminho precisa mudar, em vez de depender de uma impressão geral.

Vamos avaliar a sua criança?

Conte para a gente o que você tem observado em casa e na escola. A primeira conversa é de acolhimento, sem pressa e sem julgamento.

Terapeuta e criança em atividade estruturada sobre a mesa