Aracaju/SE

Fisioterapia

Avaliação e acompanhamento do desenvolvimento motor: postura, força, equilíbrio e o jeito de andar da criança.

Criança apoiada sobre bola suíça durante exercício

Talvez você tenha ouvido de alguém que seu filho demorou mais que os outros para sentar ou andar, ou tenha percebido por conta própria algo diferente no jeito como ele se equilibra, cansa ou se apoia nas coisas. A fisioterapia da Espectro Kids olha exatamente para isso: o corpo em movimento, a firmeza para se sustentar, a segurança para se deslocar e a autonomia para explorar o ambiente. Esta página explica o que a área faz, quando vale procurar avaliação e como o acompanhamento acontece aqui.

O que é a fisioterapia no desenvolvimento infantil

A fisioterapia voltada à infância cuida do desenvolvimento motor global, ou seja, dos movimentos grandes do corpo: rolar, sentar, engatinhar, ficar de pé, andar, correr, pular, subir e descer escada. Para chegar a cada um desses marcos, a criança depende de alguns ingredientes que costumam passar despercebidos: o tônus muscular (o grau de tensão que o músculo mantém em repouso), a força do tronco e do quadril, a amplitude livre das articulações e as reações de equilíbrio que evitam o tombo. A fisioterapeuta avalia esses ingredientes um por um e identifica qual deles está travando a função que a criança ainda não realiza. O trabalho não é sobre treinar um movimento isolado, mas sobre dar à criança a base corporal que sustenta esse movimento na vida real.

Em crianças com TEA, com TGD (transtorno global do desenvolvimento, termo ainda usado em laudos e na rede de ensino) ou com atraso no desenvolvimento, é comum aparecerem questões motoras que convivem com as demais demandas. Tônus mais baixo, andar na ponta dos pés depois da idade esperada, dificuldade em organizar a sequência de um movimento novo, pouca resistência para brincadeiras longas e menos experiência corporal em parquinho e bicicleta estão entre as mais frequentes. Nada disso é defeito a ser corrigido nem um jeito errado de ser: o objetivo é ampliar repertório, conforto e segurança, para que o corpo deixe de ser o limite do que a criança quer fazer. Também são atendidas na mesma lógica as crianças neurotípicas, isto é, sem diagnóstico de transtorno do desenvolvimento, que chegam com queixas motoras específicas, como quedas frequentes, dor ao caminhar por longas distâncias ou dificuldade na educação física.

Vale marcar a diferença em relação às áreas vizinhas, porque as três se parecem de fora. A fisioterapia cuida da base motora e da mobilidade: como o corpo se sustenta, se alinha e se desloca. A terapia ocupacional foca nas atividades do dia a dia e nas respostas sensoriais, e a psicomotricidade trabalha a relação entre movimento, emoção e consciência do próprio corpo na brincadeira. Aqui, todas partilham o mesmo prontuário eletrônico e o mesmo plano por criança, o que evita trabalho repetido e permite que um avanço conquistado na fisioterapia apareça também nas outras salas.

Sinais de atenção

Motivos para buscar uma avaliação de fisioterapia

Nada na lista abaixo é diagnóstico, e nenhum item isolado define o desenvolvimento do seu filho. São observações concretas do dia a dia que justificam marcar uma avaliação, o passo que permite entender o que está acontecendo.

  • Demora para alcançar marcos motores como rolar, sentar sem apoio, engatinhar ou andar sozinho.
  • Anda na ponta dos pés na maior parte do tempo, mesmo depois de já andar com firmeza.
  • Senta no chão com o quadril apoiado e as pernas dobradas para fora, uma de cada lado.
  • Cansa rápido nas brincadeiras e se apoia em móveis e pessoas para se manter de pé.
  • Cai com frequência, tropeça nos próprios pés ou evita correr, pular, subir escada e brincar no parquinho.
  • O corpo parece muito mole quando você o carrega, ou muito rígido e difícil de posicionar.
  • Usa sempre o mesmo lado do corpo e deixa uma das mãos ou pernas menos ativa.
  • A escola comentou dificuldade para participar da educação física, para sentar na cadeira ou para acompanhar o grupo.

Esta lista não é um diagnóstico e não substitui avaliação profissional. Cada criança tem o seu ritmo — quem responde se há algo a acompanhar é a avaliação, não a internet.

Na prática

O que trabalhamos

Marcos motores e transições

Conquista dos marcos que ainda não apareceram e das transições entre posições, como passar de deitado para sentado e de sentado para de pé sem precisar de colo. O foco é a criança fazer sozinha o que hoje só acontece com ajuda.

Tônus e alinhamento postural

Trabalho sobre o tônus e sobre o alinhamento de cabeça, tronco e quadril ao sentar, engatinhar e ficar de pé. Na prática, um tronco que se sustenta melhor libera as mãos e os olhos para brincar, manusear objetos e acompanhar o que acontece em volta.

Equilíbrio e reações de proteção

Treino de equilíbrio parado e em movimento, junto com as reações automáticas de apoiar as mãos e girar o corpo que protegem a criança na hora do tombo. O objetivo é que ela se sinta mais segura para escalar, correr e experimentar.

Força e resistência

Fortalecimento da musculatura de tronco, quadril, pernas e pés com atividades em que a criança sustenta o próprio peso, escala, empurra e puxa. A meta é aguentar a brincadeira inteira, o recreio e o caminho até a escola sem desabar de cansaço.

Marcha e mobilidade

Análise e trabalho do padrão de caminhada, do correr, do subir e descer escada e do andar na ponta dos pés, com atenção à amplitude das articulações e ao risco de encurtamento muscular. Quando há indicação, a fisioterapeuta orienta sobre calçado e dialoga com o médico a respeito de órteses, que são dispositivos de apoio prescritos por ele.

Coordenação motora global

Organização de movimentos que exigem o corpo inteiro em sequência, como pular com os dois pés, arremessar, chutar, alternar as pernas e imitar um movimento demonstrado. As atividades são montadas em forma de circuito e jogo, com o grau de desafio ajustado conforme a criança responde.

Passo a passo

Como acontece o acompanhamento na Espectro Kids

Primeiro contato e agendamento

A família entra em contato com a clínica e conta, em poucas palavras, o que tem chamado atenção no movimento da criança. A partir disso, a recepção agenda a avaliação com a fisioterapeuta, de segunda a sexta, entre 09h e 18h, por convênio ou particular. Se já existirem relatórios, laudos, exames de imagem ou pedidos médicos, vale levar tudo na primeira ida.

Avaliação fisioterapêutica

A avaliação começa pela observação da criança em movimento livre, brincando, levantando, subindo, andando, porque é aí que o padrão real aparece. A fisioterapeuta examina postura, tônus, amplitude das articulações, força, equilíbrio e a marcha, que é o jeito de andar, e conversa com o responsável sobre gestação, parto, primeiros anos e a rotina de casa e da escola. No fim, você recebe uma devolutiva em linguagem clara: o que foi observado, o que precisa de trabalho e o que pode ser apenas acompanhado.

Plano terapêutico individual

Os objetivos motores são escritos para aquela criança e combinados com a família, em metas funcionais do tipo subir no sofá e descer dele sozinho, sentar-se com o tronco sustentado para comer ou caminhar no parquinho sem se cansar em poucos minutos. A fisioterapeuta define com os responsáveis quais desses objetivos entram primeiro e quais dependem de uma base corporal que ainda está sendo construída. Todo o registro fica no prontuário eletrônico que a equipe multidisciplinar compartilha, para que fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e as demais áreas saibam o que está sendo trabalhado no corpo.

Reavaliação, casa e escola

De tempo em tempo a fisioterapeuta reavalia os mesmos itens medidos no início, e isso mostra o que avançou, o que ficou parado e o que precisa mudar de estratégia. A família recebe orientações aplicáveis à rotina real, como forma de carregar, posicionamento para dormir e brincar, cuidado com o calçado e atividades que ampliam movimento em casa. Quando autorizado pelos responsáveis, a clínica emite relatório de evolução para a escola e para o médico que acompanha a criança.

Com que frequência?A frequência das sessões e a duração do acompanhamento saem da avaliação, e não de uma tabela pronta. Pesam a idade da criança, o que ela já faz sozinha, a distância entre isso e os objetivos combinados com a família, a presença de outras terapias na semana e a resposta que aparece ao longo do trabalho. Esse plano é revisto nas reavaliações periódicas: pode ser intensificado, espaçado ou encerrado, sempre com a família entendendo o motivo da mudança.
Quem atende

Profissionais desta área

AS

Ariel Moura Santana

Fisioterapia · Psicomotricidade

IF

Ivi Emanuelle da Silva Trindade Ferreira

Fisioterapia · Psicomotricidade

Dúvidas frequentes

Sobre fisioterapia, as famílias perguntam

Meu filho já anda. Ainda faz sentido procurar fisioterapia?

Sim, porque andar é um marco entre muitos outros, e não o ponto final do desenvolvimento motor. Depois vem correr, pular com os dois pés, subir e descer escada alternando as pernas, ficar de pé em um só pé, sustentar o tronco sentado por mais tempo e se recuperar de um tropeço sem cair. A avaliação olha a qualidade desses movimentos, não apenas se a criança se desloca de um ponto a outro.

Fisioterapia e terapia ocupacional não são a mesma coisa?

Não, apesar de andarem muito próximas. Um jeito prático de diferenciar é olhar para a queixa: quando o incômodo aparece na hora de se sustentar, se deslocar ou dar conta do próprio peso, a conversa começa pela fisioterapia; quando aparece na hora de vestir a roupa, segurar a colher, usar o lápis ou lidar com barulho e textura, a terapia ocupacional entra em cena. Boa parte das crianças precisa das duas em algum momento, e é a avaliação inicial que define por onde começar e como as áreas se dividem dentro do mesmo plano.

Disseram que meu filho é "molinho". Isso melhora sozinho com o tempo?

Tônus baixo, aquele corpo que parece mais solto ao ser carregado, é um achado que precisa ser avaliado, não um rótulo nem algo que se explique de longe. Parte do quadro pode se acomodar com o crescimento e com mais experiência de movimento, e parte exige acompanhamento e, às vezes, investigação médica complementar. Ninguém pode prometer um desfecho ou um prazo, mas esperar sem avaliar costuma custar um tempo em que a criança poderia estar ampliando repertório motor.

Como é uma sessão e eu preciso ficar na sala?

A sessão tem cara de brincadeira dirigida: colchão, bola, rampa, obstáculos e desafios de equilíbrio organizados de propósito para pedir o movimento que está sendo trabalhado, em vez de exercício repetitivo imposto. A presença do responsável é decidida caso a caso, porque algumas crianças se regulam melhor com o adulto por perto e outras se engajam mais sem ele na sala. Estranhamento e choro podem aparecer nas primeiras vezes, e nesse caso o ritmo é ajustado; a fisioterapeuta sempre reserva um momento para explicar o que foi feito e o que dá para repetir em casa.

Vamos avaliar a sua criança?

Conte para a gente o que você tem observado em casa e na escola. A primeira conversa é de acolhimento, sem pressa e sem julgamento.

Criança apoiada sobre bola suíça durante exercício